O que é a reprogramação da centralina de uma mota
A ECU (centralina) da sua mota é um pequeno computador que decide quanta gasolina entra em cada cilindro, quando salta a faísca, onde fica o limitador de rotações e como responde o acelerador. Tudo isso está num bloco de memória flash: a calibração. Fazer o flash é ler essa memória, alterá-la e voltar a escrevê-la.
De fábrica, essa calibração é um compromisso pensado para testes de ruído e emissões, para todos os mercados e todos os motociclistas. Uma reprogramação permite ajustá-la à sua mota: ao escape e ao filtro de ar que montou, ao combustível que usa e à sua forma de conduzir.
OBD ou bancada: duas formas de aceder
A maioria das motas modernas pode ser reprogramada através do conector de diagnóstico, com a ECU ainda montada na mota. O MotoFlasher comunica com ela por CAN ou K-Line através de uma interface como a Tactrix OpenPort 2.0 ou a CANable. As ECU mais antigas e algumas bloqueadas são programadas na bancada: a ECU é retirada e ligada a um adaptador USB-TTL em modo boot. As páginas das marcas indicam o método de cada modelo.
O que pode alterar
- Mapas de combustível: enriquecer a mistura pobre de fábrica, ou corrigi-la após uma alteração de escape ou admissão.
- Avanço da ignição: mais avanço onde o motor e o combustível o permitem.
- Resposta do acelerador e limites de binário nas mudanças mais baixas.
- Limitador de rotações e temperatura de arranque da ventoinha.
- Definições que só fazem sentido em preparações de pista ou todo-o-terreno.
O MotoFlasher lê e escreve a ECU, guarda uma cópia de segurança e corrige o checksum no regresso. A edição propriamente dita faz-se no seu editor de mapas, ou carrega um ficheiro preparado pelo seu preparador. O nosso guia de TunerPro explica passo a passo o combustível, a ignição e o registo de dados.
Guarde sempre o seu ficheiro original. O MotoFlasher lê a flash completa antes de escrever seja o que for, por isso pode repor a mota de origem a qualquer momento.
O que precisa
- Uma licença MotoFlasher para a família de ECU da sua mota.
- Uma interface suportada: Tactrix OpenPort 2.0 ou CANable para OBD, USB-TTL para trabalho em bancada, KKL para algumas ECU K-Line mais antigas.
- Um portátil com Windows e um carregador de bateria, para que a tensão se mantenha estável durante a escrita.
Perguntas frequentes
A reprogramação da ECU é segura para a minha mota?
Sim, desde que comece com uma cópia de segurança completa e mantenha a bateria carregada durante a escrita. O MotoFlasher lê primeiro toda a ECU e corrige o checksum antes de escrever, pelo que a ECU recebe sempre um ficheiro válido. Se algo correr mal, escreve de volta o ficheiro original.
Tenho de retirar a ECU?
Na maioria das motas modernas não: são programadas através do conector de diagnóstico. As ECU mais antigas e algumas mais recentes e bloqueadas são programadas na bancada. Cada página de marca mostra o método por modelo.
Posso voltar ao mapa de origem?
Sim. O ficheiro original que leu primeiro pode ser escrito de volta a qualquer momento, o que devolve a ECU às definições de fábrica.
Que interface devo comprar?
Para motas CAN, uma Tactrix OpenPort 2.0 ou uma CANable. Para programação em bancada, um adaptador USB-TTL (FT232). As ECU Kawasaki, Suzuki e Yamaha mais antigas em K-Line usam uma Tactrix ou um cabo KKL. As páginas das marcas indicam a interface por modelo.
A minha mota é suportada?
Escolha a marca acima para ver todos os modelos e anos suportados. Se a sua não constar, contacte-nos: novos modelos e famílias de ECU são acrescentados com regularidade.